Pensamento – 26/08/2020

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Jesus como profundo conhecedor do coração humano se angustiava diante das inúmeras situações em que, o que se dizia não correspondia com o que se vivia. Por isso, no Evangelho de hoje, ele escancara toda incoerência presente nos atos, daqueles que sempre prontos a cumprir os preceitos e regras contidas em seus códigos religiosos, se esqueciam dos fundamentos desses mesmos códigos, como a justiça, a misericórdia, e a fidelidade.

Ao apontar essa deformação da conduta dos fariseus e mestres da Lei, o que Jesus queria, não era culpar ou condenar, mas indicar que tais atitudes não estavam em consonância com a proposta que ele apresentava, a saber, o Reino de Deus! Jesus sabia que a origem da atitude hipócrita era uma divisão interna do indivíduo, que não conseguia conciliar suas crenças com seu comportamento, e esse conflito se refletia nas relações com os outros, sempre calçadas em uma cobrança exagerada de cumprimento de preceitos que eles mesmos não eram capazes de seguir.

Se verificarmos a origem dessa palavra tanto no latim quanto no grego, poderemos averiguar que seu significado revela o ato de representar alguma coisa, como um ator que encena um personagem no teatro ou em um filme. Nesse sentido, o hipócrita é aquele que representa, que finge um comportamento, enquanto no fundo pensa e age de outra maneira. É como se usasse máscaras apresentando exteriormente uma imagem que não condiz com seu interior. E como Jesus já havia apontado em outra passagem do Evangelho “todo reino dividido contra si mesmo será destruído” (Mt, 12, 25), e isso também vale para as divisões presentes em nós mesmos.

Assim, a luz do Evangelho de hoje, somos convidados a refletir e analisar nossas próprias atitudes, e verificar quais devem ser transformadas, para podermos ser coerentes, evitando divisões, pois só através da comunhão o Reino pode se fazer realidade entre nós! Peçamos a Mãe do Perpétuo Socorro, que nos dê força e coragem para vivermos aquilo que acreditamos, e para que nossas ações sejam exemplo para os outros e não causa de escândalo ou condenação!                                                                    

                                                                                         Ir. Alberto Malheiros Junior

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