“Missionário da Misericórdia”

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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco deixou neste sábado, 19, o Vaticano com destino a Cuba e depois aos Estados Unidos. Será a sua 10º Viagem apostólica internacional que levará a dois países que até bem pouco tempo viviam num antagonismo que chegou a privar dois povos de uma convivência sadia por mais de 50 anos. O mentor dessa aproximação que marca a história do continente americano é precisamente o Papa Francisco que com o seu ininterrupto estímulo à arte do diálogo, aproximou duas nações que viveram distantes, mesmo se estão tão próximas geograficamente.

 

Papa Francisco 2

O Papa Francisco foi fundamental na reaproximação dos Estados Unidos e Cuba, anunciada em 17 de dezembro último. As relações diplomáticas entre os dois países estavam interrompidas desde 1961.

Será a visita mais longa do Pontificado de Bergoglio: no total 10 dias, de 19 a 28 de setembro. Na viagem que tem início neste sábado a Cuba e aos Estados Unidos, o Papa Francisco terá encontros com os presidentes Raúl Castro e Barack Obama. Também discursará diante do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, e na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O Papa chega a Havana neste dia 19 de setembro. Amanhã, domingo, celebrará uma missa na Praça da Revolução, na capital cubana, e depois visitará Raúl Castro. O itinerário em Cuba inclui ainda as cidades de Holguín e Santiago de Cuba.

No dia 22 de setembro, o Papa segue para Washington, primeira etapa de sua visita aos Estados Unidos. No dia 23, ele será recebido pelo Presidente Obama na Casa Branca. No dia 24, Francisco visitará o Congresso estadunidense e, no dia 25, estará na sede da ONU. O Papa também participará do 8º Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia, retornando a Roma no dia 27.

Francisco chega ao continente americano como o “missionário da misericórdia”, como o definiram os bispos cubamos e leva em seu coração as aspirações e desejos de todos os cubanos e estadunidenses, onde quer se encontrem, leva seus sofrimentos e alegrias. Certamente o seu primeiro pensamento, que é um pensamento constante, vai aos pobres e mais necessitados, aos enfermos e detentos. Durante a viagem a esses dois países não faltarão momentos emocionantes protagonizados por essas pessoas que vivem as dificuldades de uma sociedade que em muitas ocasiões os colocaram à sua margem.

Francisco não deixará de falar de justiça, liberdade, direitos fundamentais, reconciliação e certamente do novo momento vivido pelos dois países, que se olham, face a face, depois de tantos anos de muros.

Nos seus discursos, seja em Cuba, seja nos Estados Unidos, o Pontífice irá sacudir as consciências para o drama de milhões de pessoas que hoje vivem um dos maiores êxodos da história, obrigados a deixarem suas casas e terras por causa das guerras, das violências e da extrema miséria. São os filhos de uma profunda crise econômica e moral da nossa sociedade que deixou o homem sem valores e indefeso diante da ambição e do egoísmo de certos poderes que não levam em consideração o bem autêntico de pessoas e famílias.

E são as famílias, precisamente o grande motivo dessa Viagem Apostólica, o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, já com o olhar fixo no próximo Sínodo dos Bispos que se realizará aqui no Vaticano e dedicado precisamente ao tema da família, e seus desafios.

Francisco vai ao encontro de todos os homens de boa vontade e ao mesmo tempo lançar sementes que possam produzir frutos em duas sociedades totalmente diversas, mas cheias de esperanças. Uma visita que certamente dará novo vigor às Igrejas locais nos dois países, relançando, com o olhar no ano do Jubileu, o amor misericordioso de um Deus que é Pai, renovando a consciência da importância da fé, sobretudo em terras de profundas raízes cristãs.

 

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2015/09/19/editorial_furac%C3%A3o_francisco/1173031

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