“Escondestes estas coisas aos sábios e entendidos! – 13/07/2016

0
1058

 

Queridos Devotos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.  Estamos na 15ª. Semana do Tempo Comum. O Evangelho que ouvimos e vamos refletir é tirado de Mateus. (Mt 11, 25-27).

Este Evangelho toca no mais profundo drama do ser humano: o desejo de conhecer Deus! Quem pode dizer que conhece Deus? Ninguém! De Deus podemos dizer mais o que Ele não é do que o que Ele é. Deus não pode ser definido. Quando Moisés pergunta a Ele como deveria apresentá-lo ao faraó, Deus apenas lhe diz: “Diga a ele que “Eu Sou”, mandou você a ele.”

Mas Jesus, neste texto eleva um grande louvor a Deus por aqueles que têm a sensibilidade de procurá-lo. Cada um de nós que está aqui neste Santuário hoje, busca a Deus, busca entender esse mistério anseia por um contato mais próximo deste grande poder amoroso. Nós sabemos, e esse não é um saber racional ou científico, mas emocional, e da alma, que Deus é esse poder grandioso que penetra todas as realidades da nossa vida.

O Evangelho mostra Jesus dizendo: “’Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.” Sábios e entendidos das coisas humanas, das coisas científicas, palpáveis e mensuráveis, não podem conhecer o que não é medido nem quantificado. Lembrem-se de Jó. Enquanto ele escutava seus amigos tentando explicar os desígnios de Deus para com ele, só encontrava a angustia, mas quando ele deixa de escutar os outros e começa a escutar a sua voz interior, o que a sua própria alma, seus sentimentos e emoções lhe diziam, ele consegue se aproximar um pouco mais do grande mistério que é Deus. A voz silenciosa leva-o a este espaço dele mesmo que chamamos “eu sou”, que é o nome impronunciável de Deus “Eu Sou quem Eu Sou”. A partir desse momento Jó falou: “Eu Te conhecia por ouvir dizer, tinha apenas algumas idéias sobre Ti. Agora, eu fiz a experiência. Fiz a experiência do meu nada. E o que eu sou é um outro. Quem sou eu para me queixar?”(Jó 42,5).  Jó está na presença do Ser, faz a experiência que nada lhe é devido, a amizade não lhe é devida, a saúde não lhe é devida, a vida não lhe é devida. Nada lhe é devido, porém tudo lhe é dado. Esse é o grande conhecimento de Deus, a descoberta humana de que tudo é dom gratuito de Deus.

Quando temos uma grande experiência de Deus, conseguimos olhar a realidade com outros olhos, com os olhos do amor, da solidariedade, do respeito, da justiça. Quando temos a experiência de Deus, sabemos no fundo da nossa alma, que temos que fazer aquilo que devemos fazer, mas contamos sempre com essa força que, embora não a entendamos completamente, sabemos que atua em todas as circunstancias da nossa vida. A diferença entre aquele que conheceu a Deus pela experiência desse amor grandioso e aquele que ainda não viveu isso, é a maneira como realiza as coisas. Para quem teve a experiência, sempre entende que há uma força a mais caminhando consigo, mas para quem não fez essa experiência, segue uma vaga ilusão de que tudo depende de seu próprio esforço e nada mais. Isso só os pequeninos, como disse Jesus, poderão entender!

Peçamos, caros Devotos, à Nossa Mãe do Perpétuo Socorro, que ajude-nos a nos aproximar cada vez mais do Seu Filho Jesus, buscando conhecê-lo cada dia mais pela experiência de seu amor para conosco!

 

 Pe. Vicente de Melo, C.Ss.R – Missionário Redentorista

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, indique o seu nome aqui