Do que precisamos realmente para nos livrar da preocupação da pandemia? – 29/07/2020

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Nos preocupamos diariamente com muitas coisas, muitos afazeres, muitas inseguranças, e às vezes estes sentimentos nos deixam aflitos e perdidos. O medo de algo dar errado pode nos fazer adoecer, pois quando permitimos que este temor bata a nossa porta e deixamos ele entrar, ele reprimi nossa confiança e esperança no melhor.

No momento atual estamos atravessando um período de escuridão, as pessoas que nós amamos estão sofrendo muito com o coronavírus, muitas foram acometidas pela doença, algumas estão internadas na UTI entre a vida e a morte, outras foram demitidas do trabalho. Há  ainda aquelas que estão sofrendo com síndrome do pânico, depressão entre outras duras realidades. Mas como podemos deixar de lado estas preocupações e tantas outras? Como não fazer delas o centro da nossa vida?

Como não conseguimos deixar totalmente do lado de fora da casa da nossa alma as preocupações, podemos assumir uma postura positiva de trabalhar os pensamentos e as emoções para direcionar as preocupações numa perspectiva que me ofereça inteligência. De que forma? A preocupação pode me ensinar a prestar mais atenção para que a alegria da minha vida não seja destruída. Quando a preocupação me leva à inteligência, cumpre a tarefa de sua vida, ou seja, devemos ser prudentes. Ela sempre me lembra que devo construir minha casa em solo firme, e não em areia. 

O grande perigo para a nossa saúde é que somos tão movidos pelo nosso egoísmo, que nem sempre prestamos atenção ao nosso corpo e nossa alma, podemos nos alimentar mal ou fazer exercícios em excesso, se automedicar, trabalhar exaustivamente até adoecer. O corpo e a alma precisam de prudência nas situações de excesso.

A grande mística Santa Tereza d’Ávila nos ensina uma profunda lição para nos livrar das preocupações em tempos difíceis rezando esta oração:

“Liberta-me da grande ânsia de querer cuidar dos assuntos dos outros”.

Santa Tereza tinha a tendência de querer por ordem na vida dos outros. Ela aprendeu a ter confiança de que Deus também cuida dos outros. Ela não precisa resolver tudo. Sobretudo, ela nem sabe se os outros querem que ela assuma responsabilidades, passando por cima deles. Cada um deve cuidar de si  mesmo. Podemos acompanhar as pessoas. Mas elas devem pôr ordem nas próprias vidas.

                                                   Missionário Redentorista Pe. Sérgio Lima

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