Deixem que os mortos venham a mim

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Sobre os 43 jovens assassinados em Ayotzinapa, no México.

O filósofo alemão Wlater Benjamin, em uma de suas teses sobre o conceito de História (XII), afirma algo de modo profético, iluminador e transgressor. Ele diz que a emancipação do mundo não acontece pelas promessas de felicidades para nossos netos, sim pela lembrança dos avós humilhados. Na verdade, ele diz que a verdadeira esperança não está no futuro, sim no passado. Os mestres dessa escola são os sofridos, pobres e humilhados. Os mestres da esperança são os que abrem os olhos diante dos mortos e dizem: “jamais esqueceremos”. Os que matam se esforçam para que todos esqueçam o sentido da morte dos que morreram assassinados. Os herdeiros dos mortos mantém a memória para dizer outra coisa: é humano lembrar nossos mortos. Benjamin nos alerta sobre a barbárie em qualquer de suas formas, nos alerta hoje ante a violência que sofreram os 43 jovens mexicanos, mortos porque protestavam s buscavam seus direitos.

Os mortos tem muito a nos dizer a respeito da memória. Alguns só querem enterrar os mortos e ficar em silêncio. Contudo, há a esperança, que merece ser escutada e respondida. Ir às ruas e buscar mudanças é deixar que os mortos falem a todos.

Pe. Gelson (inspirado em Pedro Pablo Achondo)

Do site: http://reflexionesitinerantes.wordpress.com/

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