Bem-vindos à realidade!

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casal felizÉ no fim dos contos de fada que começa a jornada rumo à construção diária e contínua do sucesso – ou do fracasso – dos nossos relacionamentos.

Pesquisas recentes nos informam que as fundações da nossa autoestima foram definidas na nossa infância. Isso significa que a forma como nos vemos a nós mesmos e como nos relacionamos com o mundo em geral é baseada na forma como nossos pais se relacionaram emocionalmente conosco. Caso nossos pais tenham desenvolvido e mantido entre si uma relação positiva, de confiança, carinho, respeito, afeto e elogios, crescemos vendo nossa vida e o mundo ao nosso redor de forma amorosa e positiva. Aprendemos que é seguro amar e, principalmente, a confiar nas pessoas.

Mas nem sempre esta fórmula acontece. E por inúmeras razões. A principal é que nossos pais são humanos! E, portanto, erram e nem sempre fazem o que está nos manuais de psicologia como sendo o correto. Pois nossos pais também passaram pela sua infância, também eles, um dia, foram dependentes de seus pais. Assim, em vez de julgarmos nossos pais pelos infortúnios do nosso presente vamos fazer algo de positivo pela nossa vida que está acontecendo no “AGORA”.

Observe: como anda a qualidade dos seus relacionamentos? Eles são prazerosos e saudáveis? Ou trazem sofrimentos e dificuldades?

Caso a segunda opção ocorra com frequência, é sinal provável de que há problemas na sua autoestima. E que pode ser uma boa ideia revê-los. Geralmente procuramos realizar mudanças sozinhos, o que pode nos trazer muita angústia e sofrimento. Pedir ajuda a um profissional especializado, ou mesmo a pessoas em quem confiamos, pode ser uma ferramenta de grande valor nestas situações.

A qualidade das suas relações irá melhorar quando sua autoestima se elevar. Enquanto nossas emoções inconscientes não forem reprocessadas adequadamente, antigos padrões de comportamento e sofrimento continuarão a ser repetidos ao longo da vida. É preciso se libertar dessas emoções, pois elas têm forte poder sobre nossos pensamentos e ações. E – principalmente – grande influência em nossos relacionamentos.

Quando estamos conscientes da nossa autoestima, respeitamos e aceitamos o nosso passado, aprendemos a honrar nossas necessidades existenciais mais básicas. Tornamo-nos menos dependentes do meio externo e mais seguros das nossas mais genuínas necessidades. Aprendemos a nos respeitar, premissa básica para conseguirmos respeitar o outro e nos relacionarmos com o mundo de forma crescentemente saudável.

A cultura ocidental nos sugere continuamente que a fórmula certa para uma relação de sucesso é, muito simplesmente, tratar de encontrar nossa alma gêmea, nossa cara-metade, enfim, a pessoa enviada pelo destino. Esta seria a fórmula perfeita para a felicidade eterna, como nos foi contado nos contos de fadas, em que românticas princesas encontram seus maravilhosos príncipes encantados.

Mas um aspecto interessante a considerar é que todas estas maravilhosas fábulas terminam quando os príncipes e princesas se casam e as últimas palavras do conto são: “E então eles viveram felizes para sempre!”. Êpa! Mas e depois? O que aconteceu no dia seguinte? E nos anos seguintes?

Bem-vindos à realidade! É no fim dos contos de fada que começa a jornada rumo à construção diária e contínua do sucesso – ou do fracasso – dos nossos  relacionamentos.

O trabalho árduo começa depois de nos apaixonarmos e consiste em buscar incansavelmente o aperfeiçoamento da relação escolhida, cuidando dela como o nosso bem mais precioso e único, e não poupando esforços e investimentos para que a relação se estruture baseada na confiança e na intimidade.

É principalmente depois do “sim” que as dificuldades se manifestarão, incluindo aquela dúvida angustiante: – “Será que escolhi a pessoa errada?”.

Nossas relações caminharão em direção à maturidade quando aperfeiçoarmos nossa intimidade, quando nos mostrarmos sem as máscaras que as circunstâncias da vida nos colocaram. Nossas relações caminharão em direção à maturidade quando aceitarmos a importância de olhar e reconhecer nosso(a) parceiro(a) como ele(a) realmente é – e não como eu gostaria que fosse, ou como necessito que seja, ou como sonhei que seria.

Invista. Acredite que seu relacionamento pode, sim, ser duradouro e, também, uma fonte de prazer para ambos. Isso só depende da sua decisão, do seu comprometimento e, principalmente, da dedicação de ambos.

Relembrando  :

“NÃO É O AMOR QUE SUSTENTA O RELACIONAMENTO, MAS SIM , A FORMA DE SE RELACIONAR QUE SUSTENTA O AMOR”.

 

Eliani Fátima Fabian

CRP – 08/ 04381

Psicóloga Clínica, voluntária do CRAS

 

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